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terça-feira, 24 de julho de 2012

A um livro!

    No silêncio de cinzas do meu Ser agita-se uma sombra de cipreste,

É uma sombra triste que ando a ler no livro cheio de mágoa que me deste!


 Estranho livro aquele igual a mim! Cheira a mortos a rir e a cantar...

É dum branco sinistro de jasmim, que só me dá vontade de chorar!


Parece que folheio toda a minh'alma! O livro que me deste, em mim salma

As oroções que choro e rio e canto!

Poeta igual a mim, ai quem me dera 

Dizer o que tu dizes! Quem soubera

Velar a minha Dor desse teu manto

  • Com o mesmo titulo, este soento alcança sua versão difinitiva no Livro  de Mágoas. ( Florbela Espanca)

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